A deputada do Partido Social Democrata (PSD), Adriana Rodrigues, defendeu a integração da região de Aveiro District nas novas cadeias de valor da indústria da defesa europeia, apontando o concelho de Vale de Cambra como exemplo de território com capacidade instalada para esse objetivo, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A posição foi apresentada durante uma intervenção na Comissão de Economia e Coesão Territorial, no âmbito de uma audição ao ministro da Economia, onde a parlamentar destacou o dinamismo e a forte vocação exportadora do distrito de Aveiro, defendendo um desenvolvimento mais integrado da região.
Segundo Adriana Rodrigues, territórios com base industrial consolidada, como Aveiro, reúnem condições para integrar consórcios europeus, promover a criação de emprego qualificado e impulsionar processos de reconversão industrial orientados para setores de maior valor acrescentado. A deputada enquadrou a proposta no contexto do reforço do investimento europeu na indústria da defesa, que considerou um momento decisivo para a economia europeia.
A parlamentar recordou ainda iniciativas da União Europeia, como o European Defence Fund, que financia projetos colaborativos entre empresas, centros tecnológicos e universidades de vários Estados-Membros e incentiva a participação de pequenas e médias empresas nas cadeias de valor da defesa.
Nesse sentido, questionou o Governo sobre as oportunidades concretas para que territórios como Vale de Cambra possam beneficiar desta estratégia europeia. Para a deputada, apesar do dinamismo económico, a região de Aveiro ainda apresenta diferenças entre municípios, defendendo investimentos estruturantes que promovam maior equilíbrio territorial.
Na resposta, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, indicou que a reindustrialização é uma prioridade estratégica, referindo a existência de dezenas de projetos em curso e o reforço da ligação à defesa europeia e à soberania industrial. O governante apontou setores como metalomecânica, têxtil, calçado, eletrónica e tecnologias de duplo uso como áreas de aposta, anunciando incentivos próximos dos 100 milhões de euros para apoiar este processo.
Segundo o responsável, a capacidade produtiva já existe no terreno, sendo agora necessário assegurar que as oportunidades cheguem às empresas e aos territórios.