Santa Maria da Feira volta a transformar-se num palco ao ar livre com as recriações da Semana Santa, protagonizadas por várias dezenas de atores voluntários do Grupo Gólgota. As encenações, marcadas por forte simbolismo e componente emocional, destacam-se como um dos momentos centrais da programação anual, atraindo público de diferentes idades e origens, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A primeira recriação está marcada para 29 de março, Domingo de Ramos, às 15h30, com a representação da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, designada “na cidade humana”. O percurso tem início no Convento dos Lóios e termina na Igreja dos Passionistas. Durante a encenação, a cidade acolhe simbolicamente Jesus com ramos de oliveira benzidos e aclamações tradicionais, num ambiente festivo que inclui cinco quadros cénicos, desde “Jesus em Betfagé” até “Jesus no Templo de Jerusalém”.
A 1 de abril, quarta-feira, pelas 21h30, o cenário muda para o Castelo de Santa Maria da Feira e para o claustro do Convento dos Lóios, onde decorre a recriação “Última Ceia, Getsémani e Sinédrio”. A representação acompanha episódios como o lava-pés, a partilha do pão e do cálice, a agonia no Getsémani, a prisão e o julgamento no Sinédrio, convidando o público a uma experiência mais introspectiva e dramática.
O ponto alto está marcado para 3 de abril, sexta-feira, também às 21h30, com a encenação da Via Sacra, que percorre o trajeto entre o Palácio da Justiça de Santa Maria da Feira e o Castelo. Com mais de três décadas de história, este momento é considerado o mais aguardado das celebrações, recriando as 14 estações tradicionais, desde o julgamento e condenação até à crucificação, morte e ressurreição, complementadas por quadros adicionais que reforçam a dimensão dramática.
As recriações da Semana Santa afirmam-se, assim, como uma iniciativa que alia fé, cultura e participação comunitária, mantendo viva uma tradição que continua a marcar a identidade local e a mobilizar residentes e visitantes.