A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ), na sequência da operação policial desenvolvida a 11 março, deteve mais dois suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada e burla por meio informático, estando em causa movimentos financeiros ilícitos na ordem dos 30 milhões de euros, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Os dois suspeitos estavam em trânsito por território nacional, cuja presença estaria relacionada com a prática da atividade criminosa.
A investigação incide sobre uma organização criminosa de caráter transnacional, gerida a partir do estrangeiro, controlada por cidadãos angolanos e brasileiros, que utilizava o sistema bancário nacional e internacional para movimentar sucessivas contas bancárias, disponibilizando um “serviço de branqueamento” a outras estruturas criminosas.
Mediante o pagamento de uma taxa que podia atingir 50% do montante a branquear, a organização criava cadeias de contas em catadupa, domiciliadas em vários países e tituladas por diferentes pessoas, assegurando o retorno “limpo” dos proveitos ilícitos.
Entre os 30 milhões de euros identificados, associados à organização, cerca 2,5 milhões correspondem a prejuízos causados a vítimas e lesados já identificados, maioritariamente sociedades sediadas no espaço europeu.
Ao todo, no decurso da operação “Almocreve”, foram já detidos 19 suspeitos, 18 pela prática dos factos criminosos e um outro em flagrante delito pelo crime de tráfico de estupefacientes.
No âmbito da mesma operação, foram ainda detidos outros dois em Espanha e um terceiro em França, em cumprimento de mandados de detenção europeus.
Até ao presente dia, pelos factos em investigação na operação “Almocreve”, foi determinada a aplicação das seguintes medidas de coação: prisão preventiva a 10 dos detidos; proibição de se ausentar do país, proibição de contacto com os restantes arguidos e apresentações semanais a três dos detidos; e manteve-se o TIR a quatro dos detidos.
Quanto aos três detidos em França e Espanha, ficaram sujeitos a apresentações em Tribunal e entrega de passaporte até à decisão quanto a entrega às autoridades nacionais.
A investigação prossegue.
