O Teatro Académico de Gil Vicente assinala o Dia Mundial do Teatro com quatro dias de programação dedicada à criação contemporânea, entre 24 e 27 de março, no âmbito do Festival END “Encontros de Novas Dramaturgias / Programa CBR—AVR”. A iniciativa decorre entre Coimbra e Aveiro e reúne estreias, novos projetos e atividades que cruzam diferentes linguagens artísticas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O festival, de carácter bienal, é dedicado à escrita original para teatro e outras artes performativas e resulta de uma parceria entre o Teatro Académico de Gil Vicente e o Colectivo 84. A programação inclui seminários, leituras encenadas e participativas, ensaios abertos e espetáculos, promovendo o contacto direto entre criadores, público e diferentes processos de criação.
Com uma forte componente de descoberta e experimentação, o Festival END procura aproximar a escrita dramatúrgica da prática artística, reunindo artistas, investigadores, docentes e estudantes interessados nas novas abordagens da dramaturgia contemporânea.
A edição de 2026 apresenta trabalhos de vários autores, entre os quais António Alvarenga, Catarina Vieira, David Marques, Henrique Vieira Furtado, Jorge Louraço Figueira, José André, Leonor Mendes, Lígia Soares, Luís Araújo, Marco Mendonça, Mickaël de Oliveira, Miguel Castro Caldas, Nuno Pinheiro, Óscar Silva, Patrícia Portela, Ricardo Correia, Rui Pina Coelho, Sérgio Matias, Sónia Baptista, Teresa Coutinho e Tiago Cadete.
Produzido pelo Colectivo 84, o Festival END chega à sua sétima edição e decorre em duas cidades: Coimbra, em coprodução com o Teatro Académico de Gil Vicente, e Aveiro, com o Teatro Aveirense. A programação culmina a 27 de março, data em que se assinala o Dia Mundial do Teatro.
Os espetáculos e projetos apresentados abordam temas que atravessam o quotidiano contemporâneo, como heranças coloniais e violências históricas persistentes, migrações e histórias familiares, o corpo enquanto território político e sensível, as ambiguidades do gesto político e do luxo, ou os dispositivos mediáticos ligados à reparação histórica e simbólica.
