O Município de Castelo Branco assinalou o Dia Mundial da Árvore, 21 de março, com uma ação de (re)plantação de 165 árvores no Parque Urbano da Cruz do Montalvão, integrada na campanha "Adote Uma Árvore", de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Cada participante recebeu uma árvore para plantação e uma placa de identificação personalizada - um símbolo único e duradouro, uma verdadeira assinatura viva na paisagem.
Foi também utilizado composto orgânico proveniente das ilhas de compostagem comunitária, promovendo a economia circular e a sustentabilidade ambiental.
No próximo sábado, 28 de março, irá decorrer a segunda ação de (re)plantação no Parque da Cidade (60 árvores) e na Zona de Lazer (80 árvores). Durante a manhã de dia 21, antes da ação prática, realizaram-se breves palestras no Auditório do Parque.
A sessão de abertura foi feita pelo presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, que destacou este momento de renovação, após o impacto da tempestade Kristin, reforçando o compromisso do Município em replantar Castelo Branco e devolver a mancha verde à região.
A vice-presidente, Sónia Mexia, apresentou a campanha "Adote Uma Árvore", explicando os seus objetivos e funcionamento.
Na primeira fase da iniciativa, foram recolhidos contributos da população, num total de 25 participações, com diversas propostas: 14 sugestões de espécies / modelo de plantação; 7 propostas de envolvimento comunitário / participação; 6 propostas concretas de intervenção; 5 propostas educativas e de sensibilização; 4 sugestões de localização específica; 3 disponibilidades para colaboração / apoio; 3 pedidos de informação; 2 alertas técnicos (acessibilidades, alergias) e 2 sugestões de boas práticas de gestão urbana
Agora, serão plantadas 300 árvores de espécies autóctones (oliveira, pinheiro, azinheira e sobreiro), bem como árvores de fruto e ornamentais, em 3 zonas da cidade:
•Parque Urbano da Cruz do Montalvão (21 de março)
•Parque da Cidade (28 de março)
•Zona de Lazer (28 de março)
Marta Duarte, técnica Superior da Câmara Municipal, falou sobre o Regulamento Municipal de Gestão do Arvoredo em Meio Urbano, que tem por objetivo disciplinar e sistematizar as intervenções no planeamento, implantação, gestão, manutenção e classificação do património arbóreo no concelho de Castelo Branco, numa perspetiva de continuidade, tendo em vista a sua salvaguarda e longevidade.
O artigo 12º do Regulamento define a obrigatoriedade de a Câmara Municipal elaborar o Inventário Municipal do Arvoredo em Meio Urbano, que contém o número, o tipo e a dimensão de espécies arbóreas existentes nas zonas urbanas e urbanizáveis do município, incluindo a identificação, georreferenciação e caracterização de vários elementos de cada árvore.
Além disso, este documento engloba ainda o Inventário dos Espaços Verdes e Parques Infantis, o Inventário do Mobiliário Urbano / Equipamentos Complementares e o Inventário dos Equipamentos Desportivos. No ano 2025, estavam georreferenciadas 10.528 árvores em meio urbano e existiam aproximadamente 140 hectares de espaços verdes.
Romeu Fazenda, chefe da Divisão de Ambiente, Alterações Climáticas e Qualidade de Vida, apresentou o Plano de Replantação e Recuperação do Património Arbóreo no concelho de Castelo Branco na sequência da tempestade Kristin, anunciando que está prevista a replantação de cerca de 1.315 árvores até ao final do presente ano, nos meses da Primavera (março, abril e maio) e nos meses do Outono (outubro, novembro e dezembro).
Serão mais de 50 os locais de plantação, com especial enfoque na Zona de Lazer (453), no Parque da Cidade (116), na Zona Industrial (157), no Castelo e Miradouro (94), na Avenida Cidade do Zhuhai (38), na Rua António Sérgio (35), na Avenida Europa (34) e no Parque das Violetas (31). Explicou, ainda, a importância do arvoredo urbano e informou que, entre 2004 e 2025, foram plantadas mais de 5.000 árvores em Castelo Branco.
Raquel Louro, técnica superior dos Serviços Municipalizados, revelou os números referentes à compostagem e valorização de biorresíduos, destacando a compostagem doméstica, cujo projeto começou em maio de 2024 e atualmente já conta com 116 unidades no concelho: 73 na cidade, 18 na vila de Alcains e 25 nas freguesias.
Em relação às ilhas de compostagem doméstica, o projeto arrancou em dezembro de 2023 e atualmente há 28 ilhas no concelho: 6 na cidade e 22 nas freguesias, sendo que cada ilha é composta por 3 módulos.
A manutenção deste serviço é realizada por 2 Mestres de Compostagem, trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco, que efetuam visitas periódicas para controlo do processo.
Verónica Almeida, arquiteta paisagista, esclareceu o contexto e o desenvolvimento do Parque Urbano da Cruz do Montalvão, bem como as ideias estratégicas que definem o conceito, o desenho e os ambientes deste espaço que já se tornou num grande ponto de encontro, conferindo um novo significado à vida urbana e quotidiana e proporcionando atividades variadas que acolhem todos os grupos etários.