O Auditório do Centro Tecnológico e de Empreendedorismo (CTE) de Tondela encheu na tarde desta segunda-feira, dia 23 de março, para a realização da conferência “Longevidade e Termalismo”, que reuniu durante cerca de três horas especialistas na área, profissionais de saúde, idosos e autarcas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa contou com honras de abertura da presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, que defendeu que o termalismo é um setor “fundamental” não só para o turismo, mas também para “a qualidade de vida e bem-estar físico e mental das pessoas”.
“Este ano quisemos lançar a época balnear e a abertura do balneário de Sangemil com esta conferência porque queremos dar a conhecer uma nova dinâmica que queremos implementar na precursão destes objetivos e na dinâmica do balneário termal”, disse, salientando a “qualidade das águas de Sangemil” e o seu “conjunto de potencialidades não só para as terapias físicas, mas também mentais hoje em dia tão importantes”.
“Com esta conferência queremos precisamente chamar e convocar todos para fazermos uma reflexão sobre as potencialidades do termalismo, mas de uma forma muito especial de Sangemil, refletir sobre as novas dinâmicas desta área e em que medida é que este setor pode contribuir para o desenvolvimento do território, não só para o bem-estar e saúde toda a comunidade”, acrescentou.
A autarca defendeu, ainda, que o “desenvolvimento de um território passa por um desenvolvimento em várias áreas”, sendo a saúde um desses vetores.
O primeiro tema abordado na conferência foi “O termalismo em Portugal hoje”, tendo sido abordado pelo secretário-geral das Termas de Portugal, João Pinto Barbosa.
Logo depois intervieram o diretor clínico das Termas de Sangemil António Andrade e o médico hidrologista na estância Jorge Almeida, que falaram sobre as indicações e contraindicações dos tratamentos termais.
A intervenção de Diogo Ramos, vogal do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Viseu Dão Lafões, foi focada no tema da prescrição e comparticipação das curas termais por parte do Serviço Nacional da Saúde.
O último painel coube ao presidente da direção da Associação Termas de Portugal, Vítor Leal, que se centrou no tema “Tendências futuras no termalismo”.