loading

- Publicidade -

Empresários de Coimbra alertam para risco económico e pedem travão ao aumento de custos

Redação Central Press/
25/03/2026, 10h18
/
3 min
Empresas @lifeforstock freepik
Empresas @lifeforstock freepik

A NERC - Associação Empresarial da Região de Coimbra manifestou preocupação com a subida dos custos energéticos e financeiros e alertou para o risco de impacto na economia regional e nacional, defendendo a adoção de medidas para travar o aumento de preços, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

A posição foi assumida após uma reunião de direção realizada a 24 de março, na qual a associação acompanhou com apreensão a evolução dos mercados energéticos na sequência do agravamento do conflito no Médio Oriente. Segundo a entidade, a instabilidade internacional tem provocado pressões especulativas que se refletem no aumento dos preços dos combustíveis e da energia, com efeitos diretos nas empresas, no setor industrial, agrícola, na logística e nas famílias.

A associação empresarial sublinha que parte significativa das matérias-primas utilizadas na atual oferta energética terá sido adquirida antes da recente escalada do conflito, a preços inferiores aos atualmente praticados. Na sua perspetiva, a diferença entre os custos históricos de aquisição e os preços finais ao consumidor levanta dúvidas sobre a formação de preços e reforça a necessidade de maior transparência e supervisão.

De acordo com a NERC, a continuação desta tendência poderá pressionar a tesouraria das empresas, em particular das micro, pequenas e médias empresas, que representam a maioria do tecido empresarial, além de contribuir para o aumento do custo de vida.

Neste contexto, a associação defende que o Governo adote medidas de regulação e monitorização dos preços dos combustíveis, do gás e da eletricidade, bem como iniciativas que atenuem o impacto da inflação nos bens essenciais. Entre as propostas apresentadas estão ainda a articulação com autoridades competentes para mitigar o efeito da subida das taxas de juro, a criação de instrumentos extraordinários de apoio à liquidez das PME e uma resposta coordenada a nível nacional e europeu para reduzir os efeitos de choques externos na economia.

A organização aponta também para a necessidade de reforçar e acelerar incentivos à eficiência energética e à transição energética, com o objetivo de reduzir a dependência externa e aumentar a competitividade empresarial.

Na análise da associação, os mecanismos de mitigação atualmente em vigor são considerados insuficientes face à pressão inflacionista registada. A NERC defende que as políticas públicas devem concentrar-se na redução estrutural dos custos energéticos, fiscais, financeiros e administrativos que influenciam a competitividade das empresas e o rendimento disponível das famílias.

A entidade indica que continuará a acompanhar a evolução da situação e a defender soluções destinadas a proteger o tecido empresarial da região de Coimbra, bem como o emprego e o crescimento económico.

- Publicidade -

()Comentários

Comentários desabilitados

Os comentários para este artigo estão desabilitados.

Outros artigos em undefined

loading

- Publicidade -

Artigos de Opinião

loading