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FENPROF alerta para agravamento da falta de professores no país

Redação Central Press/
30/03/2026, 11h00
/
2 min
Manifestação FENPROF @FENPROF
Manifestação FENPROF @FENPROF

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) alertou para o agravamento da falta de docentes em Portugal, com base em dados relativos ao final do segundo período do ano letivo 2025/2026, comparados com o mesmo período do ano anterior, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

Segundo a federação, o número de horários em contratação de escola aumentou de 4700 para 5198, o que representa uma subida de 10,6%. Também o total de horas por preencher registou um crescimento, passando de 87 175 para 96 022, um acréscimo de 10,15%.

De acordo com a estimativa apresentada pela organização sindical, cerca de 40 mil alunos terão ficado semanalmente sem pelo menos um professor, situação que, segundo a FENPROF, reflete o impacto da escassez de docentes no funcionamento das escolas.

Entre os dados divulgados, destaca-se ainda o caso do distrito do Porto, que surge como o segundo com mais horários em aberto a nível nacional, totalizando 579. A federação refere que a carência de professores se verifica em várias regiões do país, abrangendo diferentes níveis de ensino e áreas disciplinares.

Os grupos de recrutamento mais afetados continuam a ser, segundo a organização, o 1.º ciclo do ensino básico, Português e Educação Especial, embora a falta de docentes também se faça sentir em disciplinas como Francês, Inglês e Matemática.

No mesmo comunicado, a FENPROF refere que o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) continua em curso, estando a discussão dividida em vários temas. A organização critica o ritmo do processo e considera que a situação exige medidas que respondam à escassez de professores no sistema educativo.

A federação defende ainda que, sem intervenções consideradas urgentes, a carreira docente poderá continuar a perder atratividade, com impacto na disponibilidade de profissionais para responder às necessidades das escolas.

O debate sobre soluções para a falta de professores mantém-se em aberto, num contexto em que diferentes entidades do setor educativo têm apresentado posições sobre o tema.

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