A 13.ª Comissão da Reforma do Estado e Poder Local realizou esta segunda-feira, 30 de março de 2026, uma visita ao concelho da Marinha Grande, no âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). A comitiva foi recebida pelo presidente da autarquia, Paulo Vicente, e integrou vários deputados da comissão, liderados pelo seu presidente, Almiro Moreira, de acordo com notad e imprensa enviada à Central Press.
A deslocação teve início no Centro Empresarial da Marinha Grande e prosseguiu por zonas florestais afetadas pela tempestade Kristin, terminando no Parque Municipal de Exposições. O objetivo da visita passou por observar no terreno os impactos provocados pela intempérie nas regiões mais atingidas.
Durante o percurso, a comitiva visitou a Empresa Industrial de Borracha, onde foi possível constatar os efeitos da tempestade no tecido empresarial local. Entre os principais danos registados destacam-se infraestruturas afetadas e a redução significativa da produção, resultante da destruição de equipamentos, com repercussões na economia regional e nacional.
Numa segunda fase da visita, já no Parque Municipal de Exposições, os participantes puderam verificar a extensão dos prejuízos provocados pela intempérie, com a infraestrutura severamente danificada.
No encontro estiveram também presentes a presidente da Assembleia Municipal da Marinha Grande, Catarina Sarmento e Castro, o primeiro secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Paulo Batista, e o presidente do Município da Batalha, André Sousa.
Ao longo da visita, o presidente da autarquia da Marinha Grande apelou a um maior respeito pelas autarquias no cumprimento das medidas definidas, sublinhando a necessidade de reforço do apoio do poder central. Catarina Sarmento e Castro destacou igualmente a pressão sobre os municípios, defendendo que sem o devido suporte institucional será difícil garantir uma recuperação eficaz.
A iniciativa prosseguiu com uma sessão de apresentação e debate regional do PTRR, centrada na recuperação das áreas afetadas, no reforço da resiliência face a eventos extremos e na promoção de investimentos estruturantes nas regiões atingidas.