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Castelo Branco assinala Dia dos Centros Históricos com prémios e plano para revitalizar a zona antiga

Redação Central Press/
30/03/2026, 18h47
/
3 min
Dia Nacional dos Centros Históricos @CM Castelo Branco
Dia Nacional dos Centros Históricos @CM Castelo Branco

A cidade de Castelo Branco assinalou, a 27 de março, o Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses com um conjunto de iniciativas dedicadas à valorização e ao futuro destes espaços urbanos. As comemorações incluíram a cerimónia de entrega do Prémio Nacional “Memória e Identidade” e momentos de reflexão sobre estratégias de reabilitação e dinamização dos centros históricos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

Durante a sessão solene, foram distinguidos o reverendo Joaquim Augusto Nunes Ganhão e o professor e arquiteto paisagista Leonel Fadigas, reconhecidos pelos seus contributos na preservação e valorização do património cultural.

Na sua intervenção, o presidente da autarquia albicastrense, Leopoldo Rodrigues, destacou os desafios enfrentados pelo centro histórico da cidade, nomeadamente a perda de população residente e o abandono de parte do edificado. O autarca revelou que o município está a implementar uma nova abordagem estratégica para a reabilitação desta área, que inclui o estudo detalhado do território por quarteirões, desenvolvido por técnicos especializados em urbanismo.

Entre os projetos em curso e previstos para a zona histórica, o responsável municipal destacou a reabilitação da Igreja de Santa Maria do Castelo para acolher o Centro de Interpretação Templário, a criação da Escola de Chefs – Centro de Estudos Gastronómicos, a instalação do Museu Académico e a requalificação do palacete José Almeida Garret, destinado a receber o Tribunal Administrativo do Centro.

O centro histórico de Castelo Branco integra ainda equipamentos culturais de referência, como o Museu Cargaleiro, o Centro de Interpretação do Bordado, a Casa do Arco do Bispo e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, bem como o Jardim do Paço Episcopal.

Também presente na cerimónia, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, sublinhou a importância de consolidar a consciência coletiva sobre a preservação contínua destes espaços, defendendo que os centros históricos são pontos de encontro fundamentais para a vida cultural e social das cidades.

Por sua vez, Hugo Pereira, que lidera igualmente a autarquia de Lagos, destacou o crescimento da associação que representa, atualmente com 101 municípios, e referiu os desafios associados à gestão destes territórios. Entre eles, apontou a necessidade de políticas integradas que conciliem a preservação do património com a modernização do comércio, a revitalização económica e a promoção da habitação.

Na sua intervenção, Leonel Fadigas alertou para a importância de devolver vida aos centros históricos, defendendo que a sua salvaguarda depende não apenas da reabilitação física dos edifícios, mas também da presença e dinamização das comunidades que os habitam.

As comemorações terminaram com visitas ao futuro Centro de Interpretação Mestre Templário Pedro Álvares Alvito, na Igreja de Santa Maria do Castelo, e ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, na Praça de Camões.

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