Uma visita orientada às gravuras rupestres da Serra da Gardunha, intitulada “Pedras de Luz”, realiza-se no dia 2 de abril, em Alcongosta, no âmbito dos trabalhos de levantamento de arte rupestre em curso no Sítio Arqueológico da Ribeira da Bárbara, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa integra o projeto "Recordare", que promove ações multidisciplinares destinadas a sensibilizar a comunidade para a cultura e o património dos territórios abrangidos, com apoio da União Europeia.
Os trabalhos de investigação são orientados pelo docente da Universidade de Coimbra, André Tomás Santos, e resultam de um protocolo entre o Museu Arqueológico Municipal José Monteiro e o Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património.
De acordo com André Tomás Santos, as gravuras identificadas em Santa Bárbara constituem uma evidência relevante do papel estratégico da região da Cova da Beira durante a Idade do Bronze. Segundo o investigador, nas rochas são visíveis motivos comuns no Noroeste peninsular, como círculos concêntricos, a par de gravuras esquemáticas tradicionalmente associadas a esse contexto cultural. Já Pedro Salvado, do museu arqueológico municipal, sublinha que “as periferias interiores de hoje seriam bem mais centrais no passado”.
A equipa de investigação inclui ainda dois estudantes da licenciatura em Arqueologia e uma mestre pela Universidade de Coimbra. Os trabalhos de registo decorrem tanto durante o dia como, sobretudo, à noite, recorrendo a luz artificial para facilitar a observação das gravuras.
A visita “Pedras de Luz”, marcada para as 19h00 de 2 de abril, evoca a memória de Diamantino Gonçalves, considerado um dos principais divulgadores da arte pré-histórica da serra. A iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Alcongosta e está aberta à comunidade.
Segundo o presidente da junta, João Nuno, a atividade pretende reforçar a ligação entre a população e o património local.