A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Sátão celebra, no próximo dia 9 de abril, o seu 18.º aniversário, assinalando um percurso marcado pela intervenção na proteção e promoção dos direitos de crianças e jovens em situação de risco, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Criada ao abrigo da Portaria n.º 266/2008, a comissão atinge agora a maioridade institucional, reforçando o compromisso com uma atuação precoce e eficaz em contextos de perigo, através de uma abordagem multidisciplinar e de proximidade.
Ao longo dos últimos 18 anos, a CPCJ de Sátão acompanhou cerca de 1.045 crianças e jovens em situações que colocavam em causa a sua segurança, saúde, educação ou desenvolvimento, nomeadamente em contextos onde os responsáveis legais não conseguiram assegurar a sua proteção de forma adequada.
Segundo a comissão, o trabalho desenvolvido tem enfrentado desafios constantes, incluindo casos de negligência, violência doméstica, maus-tratos físicos e psicológicos, abandono e comportamentos de risco. Estas situações exigem não só conhecimento técnico, mas também uma forte capacidade emocional por parte dos profissionais envolvidos.
A intervenção passa por ações de prevenção, sensibilização junto de entidades de primeira linha e acompanhamento direto das famílias, sempre orientada pelo princípio do superior interesse da criança. O trabalho é frequentemente articulado com diferentes instituições, refletindo a complexidade das respostas necessárias.
A CPCJ destaca ainda o impacto emocional associado à intervenção, sublinhando que cada caso representa uma realidade única, muitas vezes marcada por fragilidades profundas e percursos de vida difíceis. Os técnicos enfrentam diariamente decisões exigentes, com o objetivo de garantir melhores condições de desenvolvimento para crianças e jovens.
O aniversário simboliza não apenas o percurso realizado, mas também um compromisso renovado com o futuro, num sistema que assenta na corresponsabilização de várias entidades e da comunidade.
Sob o princípio da subsidiariedade, a proteção das crianças é entendida como uma responsabilidade coletiva, reforçando a ideia de que o seu bem-estar depende do envolvimento de toda a sociedade.
