A edição de 2026 do Anozero – Bienal de Coimbra inaugura nos dias 11 e 12 de abril com um programa multidisciplinar que se estende por vários espaços de Coimbra, combinando exposições, performances, música e visitas orientadas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Com curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli, e curadoria assistente de Daniel Madeira, a bienal parte do tema “Segurar, dar, receber”, propondo uma reflexão sobre a exposição enquanto espaço de relação, interdependência e partilha.
O programa de abertura inicia-se no sábado, com a ativação de vários polos expositivos. No Círculo Sereia, destaca-se um núcleo dedicado ao conflito em Gaza, com contributos de artistas e coletivos como Forensic Architecture, Thomas Demand, Adam Broomberg, Rafael Gonzalez e Taysir Batniji, abordando temas como memória, deslocação e violência.
Na Sala da Cidade, a artista Nan Goldin apresenta “Stendhal Syndrome”, uma obra que cruza imagens de arte clássica com retratos íntimos, explorando a intensidade emocional da experiência estética.
A programação inclui ainda a performance “Libertas – Da condição de pessoa livre”, de Vasco Araújo, na Igreja de Santa Cruz, bem como a abertura oficial no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, onde terá lugar a performance “Manifesto By Lyrics”, reunindo artistas e músicos num projeto interdisciplinar.
O dia termina com um jantar comunitário e um concerto da banda Sereias, seguido de festa com DJ, em parceria com o Jazz ao Centro Clube.
No domingo, o programa centra-se em visitas guiadas e conversas com os curadores, bem como no lançamento do livro “Proto Vernacular”, de Mauricio Pezo e Sofía von Ellrichshausen. O dia inclui ainda uma visita ao Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra, conduzida pelo coletivo Centrala e por Hans Ibelings.
O Anozero – Bienal de Coimbra decorre até 5 de julho de 2026, com entrada livre, propondo uma reflexão alargada sobre as dinâmicas de partilha na arte, na arquitetura e na sociedade contemporânea.
