A criminalidade geral na área de atuação do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra registou um aumento de 8% em 2025, face ao ano anterior, de acordo com os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). A subida corresponde a mais 329 crimes nas cidades de Coimbra e Figueira da Foz, mantendo a tendência verificada nos últimos anos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Entre as diferentes tipologias, os crimes contra as pessoas cresceram 5%, com mais 57 ocorrências, destacando-se o aumento de casos de ofensas à integridade física (+34) e de violência doméstica (+11). Já os crimes contra o património registaram uma variação residual de 1%, impulsionada sobretudo pelo acréscimo de burlas, em particular por via informática (+54), enquanto os roubos na via pública diminuíram 18%.
O relatório evidencia ainda aumentos expressivos em crimes associados à condução sob efeito de álcool, que duplicaram (+101%, mais 140 casos), à condução sem habilitação legal (+12%) e ao tráfico de estupefacientes (+22%). Também os crimes relacionados com imigração ilegal registaram uma subida acentuada (+800%, mais 48 ocorrências).
Segundo a PSP, estes dados refletem, em grande medida, o reforço das ações de prevenção e repressão criminal levadas a cabo ao longo de 2025, sendo muitas destas infrações detetadas no âmbito da própria atividade policial.
Em contrapartida, a criminalidade violenta e grave apresentou uma redução de 13,4%, com menos 29 crimes, destacando-se novamente a diminuição dos roubos na via pública. No mesmo período, foram efetuadas 711 detenções, um aumento de 47% face a 2024, indicador que a PSP associa ao reforço da sua capacidade operacional.
Para 2026, o Comando Distrital de Coimbra prevê intensificar a atuação nas áreas que mais influenciam o sentimento de segurança da população, nomeadamente a criminalidade violenta na via pública, a violência doméstica, os crimes rodoviários e o tráfico de droga.
A estratégia continuará a assentar no policiamento de proximidade, na articulação entre diferentes valências da PSP e na cooperação com outras forças de segurança e entidades públicas e privadas, com vista ao reforço da segurança nas comunidades.
