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Investigação da PJ conclui e aponta para burla superior a 3,5 milhões de euros

Redação Central Press/
08/04/2026, 15h46
/
2 min
Polícia Judiciária @PJ
Polícia Judiciária @PJ

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, concluiu e remeteu ao Ministério Público, o inquérito no âmbito da investigação que levou, a 23 de abril de 2025, ao desmantelamento de uma organização criminosa transnacional que se dedicava à prática de crimes de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada e falsificação de documentos, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

O grupo operava através da constituição de sociedades comerciais fictícias e da abertura de contas bancárias em diversas instituições financeiras, utilizadas como contas de passagem para receção, fracionamento e dispersão de fundos de origem ilícita.

No decurso da operação foram detidas nove pessoas, de nacionalidade brasileira, com funções diferenciadas no seio da organização, incluindo coordenação, recrutamento e execução operacional, encontrando-se todos eles sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.

Da análise financeira efetuada, foi possível apurar a circulação de montantes superiores a 3,5 milhões de euros, através das contas controladas pela organização, dos quais uma parte significativa teve origem em esquemas de burla por meio informático, designadamente nas modalidades conhecidas como CEO Fraud e Invoice Fraud.

No âmbito das medidas cautelares patrimoniais adotadas, foram congelados e apreendidos cerca de 418 mil euros, valores que apresentam forte conexão com a atividade criminosa em investigação.

Paralelamente, foram identificados 17 lesados, com prejuízos reclamados que ascendem a cerca de 1,4 milhões de euros, não se excluindo a existência de outras vítimas, atenta a dimensão e dispersão internacional da atividade desenvolvida.

A investigação evidenciou ainda a existência de uma estrutura hierarquizada e funcionalmente organizada, com divisão de tarefas entre os diversos intervenientes, incluindo um núcleo de direção sediado no estrangeiro, elementos responsáveis pela logística e financiamento, coordenadores intermédios e operacionais encarregues da execução material das operações bancárias e societárias.

Foi proposto ao Ministério Público o recurso a mecanismos de cooperação judiciária internacional, designadamente com as autoridades brasileiras e com jurisdições europeias.

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