A Comissão Política Concelhia do PS Aveiro, liderada por Paula Urbano, iniciou um Plano de Ação e Proximidade junto dos eleitos locais para reforçar a articulação política e o acompanhamento das freguesias. No âmbito desta iniciativa, que envolve membros da Câmara e da Assembleia Municipal, realizaram-se visitas às freguesias de Santa Joana e Cacia para recolher preocupações das comunidades locais, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Na visita a Cacia, a bancada do PS na Assembleia de Freguesia, coordenada por João Matos Silva, identificou problemas críticos na Rua da Paz, uma via de acesso central a um importante núcleo industrial. Segundo os eleitos socialistas, a artéria apresenta uma acentuada degradação do pavimento, inexistência de passeios e deficiências no escoamento de águas pluviais, o que dificulta a circulação de veículos pesados e ligeiros.
Outro ponto de destaque foi a Rua Dr. Tomás de Aquino, onde uma obra de substituição da rede de esgotos, da responsabilidade da ADRA, se encontra interrompida há mais de um ano. De acordo com os relatos recolhidos, esta paragem obriga os residentes a conviver com detritos e tubagens à superfície, que em alguns casos impedem o acesso às habitações e comprometem a segurança rodoviária.
Adicionalmente, foram sinalizadas inundações recorrentes nos acessos a terrenos agrícolas paralelos à A25 devido à falta de drenagem.
Relativamente à requalificação da margem esquerda do Rio Novo Príncipe, sob responsabilidade da CIRA, o PS manifestou receio de que a intervenção possa aumentar o risco de cheias nos campos agrícolas.
Os eleitos apontaram ainda a falta de acessos para clubes de canoagem e remo, bem como o risco de ruína da antiga ponte de Cacia, desativada há mais de 20 anos, que consideram um perigo para a segurança pública.
João Matos Silva referiu que estas situações têm sido levadas às reuniões da Assembleia de Freguesia, criticando a falta de resposta do Executivo da Junta e da Câmara Municipal de Aveiro.
O líder da bancada socialista classificou o cenário como demonstrativo de uma "falta de organização e de trabalho na preparação das obras".