O Grupo de Coordenação Local do LIVRE em Coimbra anunciou publicamente o seu apoio à proposta de suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM), acompanhada pelo estabelecimento de medidas preventivas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O partido justifica a decisão com a necessidade de adaptar o planeamento do território às atuais dinâmicas urbanas, económicas e sociais, focando-se nos pilares da mobilidade, habitação, economia e estrutura ecológica.
Para o LIVRE, a manutenção do atual enquadramento urbanístico poderia comprometer a aplicação de soluções integradas e resultar em intervenções desarticuladas com impactos negativos duradouros na cidade. Contudo, o partido sublinha que a aplicação deste mecanismo excecional exige elevados padrões de transparência, rigor técnico e coerência nas decisões tomadas durante o período transitório.
Entre as prioridades apontadas pelo partido destaca-se a promoção de habitação acessível, com a meta de viabilizar 1000 casas através de uma majoração de 30% na edificabilidade para projetos públicos e de custos controlados. Ao nível ambiental, o LIVRE exige a manutenção rigorosa das salvaguardas nas zonas de risco de inundação e a integração de corredores verdes e soluções baseadas na natureza.
O comunicado, emitido por Bruno Pedrosa em nome do núcleo territorial, saúda o ajuste técnico anunciado na sessão pública de 9 de abril, que removeu da proposta os índices de estacionamento que não reuniam consenso junto da CCDR Centro. Foi igualmente destacada a exclusão do Bairro Norton de Matos das zonas de densificação, de forma a preservar a identidade desta área sensível.
O partido encara este processo como uma oportunidade para relançar a revisão global do PDM com base num modelo territorial mais sustentável e inclusivo.