O Município da Marinha Grande e a Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE) defendem uma flexibilização e adaptação das normas do Programa Mar 2030 para responder aos prejuízos causados por intempéries recentes na região. Numa reunião de trabalho realizada a 9 de abril, em Vieira de Leiria, os autarcas e dirigentes locais apresentaram à gestão do programa o impacto dos danos em diversas infraestruturas, incluindo equipamentos que haviam sido financiados por fundos europeus e que se encontram agora danificados ou desaparecidos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Durante o encontro, a coordenadora da ADAE, Alcina Costa, sublinhou a urgência de ajustar a publicação de avisos de financiamento para permitir respostas rápidas e eficazes às necessidades emergentes de projetos públicos e privados.
Paulo Vicente, presidente da Câmara da Marinha Grande, reforçou que a gravidade da situação exige um financiamento excecional e ajustado às circunstâncias extraordinárias que o território atravessa, considerando este apoio determinante para a recuperação regional.
A sessão de trabalho contou com a presença da gestora do Mar 2030, Dina Ferreira, acompanhada pelo diretor-adjunto Tiago Laborinho e pela secretária técnica Rita Pamplona. Participaram ainda na reunião a vice-presidente do Município de Pombal, Isabel Marto, e o vogal da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, Paulo Teixeira.
O Programa Mar 2030, que conta com cofinanciamento da União Europeia, tem como objetivos centrais o fomento da pesca sustentável, a conservação de recursos biológicos e o desenvolvimento da economia azul sustentável.
As suas prioridades incluem também o reforço da governação internacional e a promoção de oceanos geridos de forma segura e sustentável.