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Anadia veta prospeção de minerais em Barro do Moleiro

Redação Central Press/
10/04/2026, 12h50
/
3 min
Câmara Municipal de Anadia @CM Anadia
Câmara Municipal de Anadia @CM Anadia

O Município de Anadia emitiu um parecer desfavorável ao pedido de atribuição de uma área para prospeção e pesquisa de depósitos minerais, nomeadamente caulinos, areias siliciosas e outras argilas especiais, na zona denominada “Barro do Moleiro". A pretensão, apresentada pela empresa Simões Sá Pereira, S.A., abrangia as freguesias de Avelãs de Cima, Moita e a União de Freguesias de Arcos e Mogofores. A decisão foi aprovada pelo Executivo em reunião de Câmara realizada a 9 de abril, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A fundamentação da autarquia baseia-se nos impactos negativos que a exploração de recursos geológicos acarreta para o ambiente, a sociedade e a economia local. O Executivo refere que estas consequências já são visíveis no território municipal, especificamente nas localidades da Cerca, S. Pedro e Candeeira. No documento aprovado, a mineração é classificada como uma das atividades mais agressivas para os ecossistemas naturais, com efeitos que se estendem desde a fase de extração até ao eventual abandono das minas.

Entre as preocupações ambientais enumeradas pelo Município encontram-se a destruição da biodiversidade e de habitats, a poluição hídrica, atmosférica e sonora, a degradação do solo e a alteração da paisagem. No plano social e da segurança, o parecer aponta riscos de instabilidade geotécnica, rutura de barreiras de contenção e problemas de saúde pública, sublinhando que tais danos podem ser irreversíveis e prejudicar a qualidade de vida das populações.

No âmbito económico, a Câmara de Anadia argumenta que a atividade mineira não é responsável pela criação de postos de trabalho diretos e de longa duração na região. Pelo contrário, o Executivo considera que o projeto ameaça o complexo agroflorestal, uma das principais fontes de rendimento local, e coloca em risco a produção agrícola e vitivinícola.

Sendo o concelho um produtor de referência de vinho espumante, a proximidade da exploração a caves centenárias e a explorações agrícolas familiares e empresariais é vista como um fator de risco grave para as funções sociais, produtivas e paisagísticas das comunidades afetadas

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