O movimento Somos Coimbra manifestou publicamente o seu repúdio perante a decisão da presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Ana Abrunhosa, de declarar uma "retirada de confiança" ao jornalista João Gaspar, da agência Lusa, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O movimento defende a idoneidade e o rigor do profissional, sublinhando que o mesmo já escrutinou o Somos Coimbra de forma implacável no passado.
A discórdia teve origem na publicação de uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra. Segundo as fontes, o jornalista aguardou mais de uma semana por esclarecimentos da autarquia e, perante a ausência de resposta, informou na peça jornalística que a CMC não se tinha pronunciado. O Somos Coimbra questiona se a falta de resposta da autarquia deveria impedir indefinidamente a divulgação da informação.
A Casa do Cinema é descrita como um espaço cultural relevante para a cidade, oferecendo uma alternativa às salas de cinema comerciais. De acordo com o movimento, durante o mandato anterior foi assegurada a aquisição das instalações pela CMC, o reforço de apoios financeiros e a elaboração de um projeto de recuperação com orçamento reservado. No entanto, a atual vereação terá decidido cancelar as obras, o que, segundo o Somos Coimbra, poderá resultar na perda da licença para operar e no consequente fim da instituição.
O movimento acusa a presidente da Câmara de utilizar "técnicas de bullying" para tentar controlar a comunicação social, comparando esta atitude a episódios anteriores de interrupção da palavra aos vereadores da oposição.
No comunicado, é sugerido que, caso existissem dúvidas sobre o trabalho do jornalista, a autarquia deveria recorrer a instituições competentes, como a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
O Somos Coimbra conclui reforçando que a liberdade de imprensa é a base da democracia e lamenta a postura de quem procura justificar o comportamento da autarquia perante este caso.