O Grupo de Coordenação Local do Núcleo Territorial Municipal de Coimbra do LIVRE emitiu um comunicado oficial manifestando preocupação com a atual situação da Casa do Cinema de Coimbra, classificando o espaço como um equipamento cultural "estrutural" e "insubstituível" para a cidade. O partido alerta para a ausência de uma solução clara para o futuro deste espaço, que desempenha um papel central na promoção do cinema de autor, do documentário e da produção nacional, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
No documento, o LIVRE critica a forma como a presidência da Câmara Municipal de Coimbra, liderada por Ana Abrunhosa, tem gerido o debate público recente, marcado por um conflito com um jornalista da agência Lusa. O partido considera que o exercício de cargos públicos exige "contenção, sentido institucional e respeito" pelo papel da imprensa, reprovando a atitude adotada pela autarca.
Segundo a força política, a centralidade desta polémica tem servido para "desviar a atenção do essencial": os problemas concretos e o destino da Casa do Cinema.
Embora sejam reconhecidos os constrangimentos técnicos e a necessidade de intervenção no edifício, o LIVRE sublinha que continuam por esclarecer o plano de ação, o calendário das obras e as garantias de continuidade do projeto. O partido adverte que uma interrupção prolongada das atividades poderá resultar na perda definitiva de um "ecossistema cultural" que levou anos a consolidar.
Perante este cenário, o grupo coordenado por Bruno Pedrosa apela ao executivo municipal para que apresente, com caráter de urgência, um plano detalhado para o equipamento, que inclua prazos definidos e garantias de funcionamento futuro. O comunicado conclui reforçando que a cidade de Coimbra não pode prescindir deste recurso cultural estratégico.