O Secretariado da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) emitiu, a 14 de abril de 2026, um comunicado em resposta às acusações feitas pela presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, contra um jornalista da agência Lusa. A autarca acusou o profissional de infração de normas deontológicas, o que levou o organismo a reafirmar a autonomia da profissão perante o poder político.
A CCPJ sublinha que o jornalismo é um pilar fundamental do Estado de Direito e não uma concessão política, vincando que o escrutínio de cargos públicos é um dever ético rigoroso e não uma "agenda política". Segundo o organismo, a ausência de resposta por parte de instituições públicas a questões legítimas não pode servir de base para ataques posteriores ao profissionalismo de quem informa.
No documento, o órgão de direito público esclarece que a avaliação da conduta ética de um jornalista cabe exclusivamente à CCPJ. O comunicado refere que a imputação de "falhas deontológicas" ou a retirada de "confiança" a profissionais por reportarem factos incómodos constitui uma pressão inaceitável e uma tentativa de intimidação que atenta contra a liberdade de imprensa.
Finalmente, a comissão recorda que o prestígio das instituições democráticas depende do respeito pelo papel da comunicação social livre.
A CCPJ define o jornalismo como o "antídoto contra a opacidade" e o garante do direito da sociedade à informação.
