A deputada do PSD, Adriana Rodrigues, manifestou no Parlamento a sua preocupação com o impacto das tarifas europeias e do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço (CBAM) no setor metalúrgico e metalomecânico Durante uma audição do eurodeputado Paulo Cunha, a parlamentar alertou para uma pressão "sem precedentes" sobre esta indústria, que considera estratégica para a economia nacional, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O aumento dos custos de matérias-primas como o aço e o alumínio, aliado ao peso das tarifas de importação e aos custos crescentes das emissões de CO2, são apontados como os principais entraves à competitividade. Segundo a deputada, a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) tem reportado que estas condições colocam em risco milhares de postos de trabalho qualificados.
Adriana Rodrigues sublinhou ainda o surgimento de sinais de deslocalização da produção para países fora da União Europeia, onde os custos são inferiores. Estes produtos acabam por reentrar no mercado europeu, o que, na visão da deputada, levanta dúvidas sobre a eficácia das políticas atuais e sobre como conciliar a ambição climática com a preservação de uma base industrial forte.
Em resposta, o eurodeputado Paulo Cunha assegurou que a Comissão Europeia está a acompanhar de perto a implementação do CBAM e que existem garantias de que as receitas geradas serão utilizadas para apoiar a indústria na transição energética. O eurodeputado defendeu que o foco deve estar na garantia de uma concorrência justa.
O objetivo é impedir que empresas externas à União Europeia consigam vender no mercado comum com custos reduzidos por não cumprirem as mesmas regras ambientais, evitando assim a fuga de empresas europeias para o exterior.
