A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, participou numa operação internacional coordenada pela Europol para neutralizar infraestruturas de ataques DDoS-for-hire. Denominada “PowerOFF”, a ação envolveu 21 países e visou a repressão e prevenção de atividades ilícitas praticadas por mais de 75 mil utilizadores, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
No âmbito desta intervenção, a PJ efetuou 62 solicitações à Google para a remoção (delisting) de sites associados a serviços de DDoS, obtendo a confirmação da eliminação de 59 domínios. Este resultado representa o maior volume de remoções entre todas as nações participantes na operação conjunta.
Adicionalmente, Portugal iniciou a 13 de abril uma campanha de sensibilização de oito semanas no Google Ads, numa colaboração entre a PJ, a Polícia de Segurança Pública e o Centro Nacional de Cibersegurança.
A nível global, a Operação “PowerOFF” resultou em 23 detenções, no encerramento de 53 domínios e na emissão de 25 mandados de busca. O desmantelamento destas infraestruturas técnicas, que incluem servidores e bases de dados, permitiu à Europol processar informações relativas a mais de três milhões de contas de utilizadores.
Os serviços visados, conhecidos como booters, facilitam a execução de ataques de negação de serviço (DDoS) por indivíduos com poucos conhecimentos técnicos, permitindo a paralisia de servidores, websites e serviços de telecomunicações.
Segundo as autoridades, as motivações para estes crimes variam entre a curiosidade, objetivos ideológicos e a procura de ganhos financeiros através de extorsão ou interrupção de serviços de concorrentes.
Entre os países envolvidos na operação figuram, além de Portugal, o Brasil, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha e o Japão.
