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PJ ajuda Europol a localizar crianças ucranianas forçadas a sair do país

Redação Central Press/
20/04/2026, 14h15
/
2 min
Polícia Judiciária ©PJ
Polícia Judiciária ©PJ

A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Contra Terrorismo, participou numa operação de pesquisa em fontes abertas, coordenada pela Europol e pelos Países Baixos, que identificou e localizou 45 crianças que foram transferidas à força para os territórios temporariamente ocupados da Ucrânia, Federação Russa e República da Bielorrússia, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

A participação portuguesa permitiu identificar cinco pistas investigativas, nomeadamente através da análise de redes sociais, fotografias e potenciais ligações a escolas, que serão agora sujeitas a validação e cruzamento de informação pelas autoridades competentes.

Esta iniciativa, realizada a 16 e 17 de abril, em Haia, nos Países Baixos, visou apoiar as investigações em curso das autoridades ucranianas, que apuraram o desaparecimento de 19.500 crianças de territórios ocupados pela Federação Russa ou Bielorrússia.

Algumas destas crianças foram adotadas por cidadãos russos, enquanto outras estão detidas em campos de reeducação ou hospitais psiquiátricos.

No total, foram elaborados 45 relatórios que incluem informações fidedignas conducentes à localização destas crianças, tais como:

• Rotas de transporte utilizadas durante as deslocações forçadas;

• Facilitadores (diretores de orfanatos) e pessoas recetoras;

• Unidades militares que auxiliaram na condução das crianças;

• Campos ou instalações para onde foram levadas;

• Plataformas que exibem fotografias destas crianças;

• Unidades militares russas nas quais algumas crianças poderão estar atualmente a combater.

A ação envolveu a participação de 40 especialistas de 18 países, do Tribunal Penal Internacional e de parceiros não governamentais, num esforço coordenado de investigação de código aberto (OSINT - Open Source Intelligence), com recurso a meios digitais.

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