Em 2026, o Cineteatro Alba promove uma programação de cinema que coloca em diálogo as cinematografias do universo ibero-americano, com produções de Portugal, Espanha, Brasil e Argentina, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Ao todo, são seis longas-metragens de conceituados realizadores, a serem exibidos entre abril e novembro. Com o propósito de estabelecer relações, pontes culturais e temáticas entre os filmes programados, as sessões serão providas de uma introdução e de um debate após a projeção, dinamizado por Vítor Ribeiro, programador do Close up – Observatório de Cinema, diretor do Cineclube de Joane e cronista de cinema.
O primeiro filme, a ser exibido a 26 de abril, apresenta o trauma dos grandes incêndios de 2017 em Portugal no regresso da cineasta Teresa Villaverde com Justa, sendo o protagonismo entregue à atriz brasileira Betty Faria. A 10 de maio, o público poderá ver o mais recente filme de Kleber Mendonça Filho, uma das vozes do novo cinema brasileiro, num policial – O Agente Secreto – que nos leva para dentro do regime da ditadura militar. Oliver Laxe “estica” o seu cinema, da Galiza para o sul de Marrocos, no road movie Sirât, a 14 de junho.
João Salaviza, em parceria com a sua companheira Renée Nader Messora, continua a dedicar o seu cinema à comunidade dos Krahô, no estado brasileiro de Tocantins, em A Flor do Buriti, a ser exibido a 27 de setembro. Por seu lado, Jonas Trueba reencena, com a sua trupe de atores, a comédia de recasamento, um género da Hollywood clássica, em Voltareis a 25 de outubro.
O ciclo terminará a 29 de novembro com O Pântano, que assinalou a estreia de uma das grandes autoras do cinema contemporâneo, Lucrecia Martel, numa narrativa instalada no território que povoou o início da sua filmografia: o nordeste argentino.
As sessões terão início às 17h00. Os bilhetes custam três euros, com o preço reduzido de dois euros para portadores Cartão Amigo, Cartão Sénior Municipal, Cartão Municipal de Voluntário e Jovens SUB 23.
