A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões e a Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) apresentaram, no passado dia 23 de abril, o projeto INVEST Viseu Dão Lafões e a “Estratégia e Programa de Ação no Domínio da Competitividade e Captação de Investimento”, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A sessão, realizada em Viseu, reuniu agentes económicos e parceiros estratégicos para definir as prioridades de crescimento e projeção externa do território.
O projeto INVEST Viseu Dão Lafões, com uma duração prevista de 24 meses, é cofinanciado pelo Programa Regional do Centro 2030 e pela União Europeia.
A iniciativa foca-se no reforço da presença de pequenas e médias empresas (PME) nos mercados internacionais, incidindo prioritariamente nos setores agroalimentar, florestal e na economia prateada.
O plano está estruturado em quatro eixos de intervenção, que incluem a criação de ferramentas de promoção territorial, a participação em feiras internacionais e a realização de missões inversas para atrair investidores, com especial enfoque em mercados como os Estados Unidos da América e os Países Baixos.
Paralelamente, foi apresentada a visão estratégica para o futuro económico da região, desenvolvida pela consultora Inova+. Este documento resulta de um diagnóstico prévio do ecossistema empresarial e estabelece um conjunto de instrumentos para potenciar o investimento qualificado, alinhando a proposta de valor da região com padrões competitivos nacionais e internacionais.
No âmbito desta estratégia de visibilidade, a região confirmou a sua participação no Fórum Portugal Nação Global, a decorrer em Lisboa nos dias 29 e 30 de abril. O evento, promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, visa ligar o território a empresários da diáspora e investidores globais através de reuniões de negócio.
Os responsáveis pelas instituições promotoras sublinharam os objetivos centrais desta cooperação. João Azevedo, presidente da CIM, destacou a criação de condições para gerar valor e emprego qualificado, enquanto Nuno Martinho, secretário executivo da CIM, apontou o INVEST como uma ferramenta para inserir a região nos circuitos globais de decisão económica.
Por parte da AIRV, o presidente João Cotta enfatizou a necessidade de elevar a produtividade regional através da diferenciação e da subida na cadeia de valor dos setores estratégicos.