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Estudo internacional decifra "erupção falhada" que parou a 1,6 km da superfície em São Jorge

Redação Central Press/
28/04/2026, 12h18
/
2 min
Ilha de São Jorge @POTA
Ilha de São Jorge @POTA

Investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI) integraram um estudo internacional, recentemente publicado na revista científica Nature Communications, que analisa a crise sísmica ocorrida na ilha de São Jorge, nos Açores, em março de 2022, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

O trabalho revela que o fenómeno se tratou de uma "erupção falhada", na qual o magma subiu a grande profundidade, mas estagnou antes de romper a superfície.

A equipa de investigação, que incluiu o investigador Rui Fernandes (associado ao polo do Instituto Dom Luiz e à UBI), reconstruiu o movimento magmático combinando localizações sísmicas de alta resolução com medições de deformação do terreno obtidas por radar de satélite e GPS. Os dados revelaram que um dique, uma lâmina vertical de magma, ascendeu rapidamente de uma profundidade superior a 20 quilómetros, fixando-se a cerca de 1,6 quilómetros abaixo da ilha. Esta intrusão provocou uma elevação da superfície terrestre de aproximadamente 6 centímetros.

Um dos aspetos mais relevantes destacados pelos investigadores é que a maior parte da ascensão do magma ocorreu com pouca atividade sísmica. Muitos dos sismos registados verificaram-se apenas após o magma ter parado a sua subida, um comportamento que pode dificultar a avaliação do risco de erupção em tempo útil.

O estudo indica ainda que as grandes falhas geológicas da região podem ter tido um papel duplo: facilitar a subida do magma e, simultaneamente, ajudar a travar a sua progressão antes de uma potencial erupção.

A investigação contou com o apoio do C4G – Colaboratório para as Geociências, infraestrutura coordenada pela UBI, que disponibilizou acesso a dados geodésicos críticos.

Segundo Ricardo Ramalho, coautor do trabalho pela Universidade de Cardiff, este estudo foi fundamental para apoiar as autoridades locais na avaliação da ameaça vulcânica, sublinhando a importância de combinar dados geofísicos recolhidos em terra e no mar para uma monitorização precisa.

O trabalho envolveu instituições de Portugal, Reino Unido e Espanha, sendo financiado por bolsas de investigação internacionais.

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