Coimbra assinalou esta quarta-feira o Dia do Trabalhador com uma manifestação que reuniu centenas de participantes, num percurso marcado por palavras de ordem contra a precariedade, o aumento do custo de vida e a estagnação salarial. A iniciativa integrou-se num ciclo de mobilizações nacionais que culminaram com o anúncio de uma nova greve geral para o próximo dia 3 de junho. A Central Press acompanhou a manifestação que se iniciou na Praça da República, e desceu até à Praça 8 de Maio.
A concentração decorreu durante a tarde, juntando trabalhadores de vários setores, estudantes e ativistas, num ambiente simultaneamente reivindicativo e simbólico. Ao longo do percurso, ouviram-se apelos à valorização dos salários e das carreiras, bem como críticas às atuais políticas laborais.
A mobilização foi convocada por estruturas sindicais, com destaque para a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, que, em declarações públicas ao longo do dia, reforçou a necessidade de intensificar a luta social. Entre as principais medidas anunciadas está a convocação de uma greve geral para 3 de junho, apresentada como resposta ao que a central sindical considera ser a falta de respostas concretas às reivindicações dos trabalhadores.
Em Lisboa e no Porto, as comemorações do Dia do Trabalhador também reuniram milhares de pessoas, com discursos alinhados nas principais exigências: aumentos salariais, combate à precariedade e melhoria das condições de trabalho. As ações decorreram sem incidentes de relevo, segundo informações das autoridades.
O 1.º de Maio volta assim a afirmar-se como um momento central de mobilização social em Portugal, mantendo viva uma tradição histórica ligada à luta pelos direitos laborais. Este ano, contudo, a data ficou também marcada pelo anúncio de novas formas de protesto, sinalizando um possível reforço da contestação nas próximas semanas.
A fotoreportagem que acompanha este artigo documenta alguns dos momentos mais marcantes da manifestação em Coimbra, desde a concentração inicial até ao final do percurso, evidenciando a diversidade de participantes e a expressividade das mensagens levadas para a rua.
