O Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Saúde Mental da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo realizou, em 2025, 99,4% das suas consultas dentro dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos. Este indicador assinala uma progressão face aos 90% registados em 2024, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A estrutura assegura atualmente a cobertura de 213.812 habitantes através de quatro equipas comunitárias (Ourém, Centro, Este e Oeste), focadas no acompanhamento de doenças mentais graves e persistentes.
Os dados relativos a 2025 contabilizam 16.591 consultas médicas, sendo que 53% destas foram efetuadas pelas equipas comunitárias, superando a meta inicial de 40%. O balanço da atividade assistencial inclui ainda 1.564 visitas domiciliárias a 253 doentes e 3.260 sessões em Hospital de Dia.
No âmbito do internamento, a capacidade foi alargada de 24 para 27 camas, terminando o ano com 934 utentes com um terapeuta de referência atribuído para garantir um seguimento estruturado.
A resposta da unidade assenta numa equipa multidisciplinar de 68 profissionais e 10 médicos internos, integrando áreas como Psiquiatria, Psicologia Clínica, Enfermagem, Serviço Social e Terapia Ocupacional.
Durante o último ano, o CRI reforçou o trabalho em rede com a realização de 266 reuniões interinstitucionais e 235 sessões dedicadas à promoção e prevenção da saúde mental. Ao nível científico, os profissionais registaram 132 participações em reuniões e publicaram dois artigos com revisão por pares.
O plano de ação para o triénio 2026-2028 prevê a expansão da atividade descentralizada ao Centro de Saúde de Alferrarede e a abertura de um novo edifício para a Pedopsiquiatria em Tomar.
Estão também previstas novas intervenções clínicas, nomeadamente o uso de cetamina e de eletroestimulação magnética transcraniana para o tratamento de depressões resistentes.
Este modelo integra um projeto-piloto nacional, iniciado em 2024, que visa transferir o foco da resposta hospitalar para uma abordagem de proximidade comunitária.