A etapa desta sexta-feira do Rally de Portugal terminou com mudanças relevantes na classificação geral e com vários nomes de topo separados por diferenças curtas, depois de um dia que incluiu duas passagens por Mortágua, a da tarde acompanhada no terreno pela Central Press.
De acordo com os dados oficiais e informações do WRC, Sébastien Ogier terminou o dia na liderança, depois de uma tarde mais consistente e beneficiando também de problemas de alguns adversários diretos. O francês fechou a etapa com uma vantagem de cerca de 3,7 segundos sobre Thierry Neuville, que ocupa a segunda posição.
Na terceira posição surge Sami Pajari, já a mais de 15 segundos do líder, apesar de ter conseguido manter um ritmo competitivo ao longo do dia. Oliver Solberg, que tinha começado o rali em destaque e chegou a liderar, caiu para o quarto lugar após uma saída de estrada que lhe custou tempo.
Elfyn Evans, líder do campeonato, terminou o dia em quinto, a cerca de 28 segundos de Ogier, mantendo-se ainda assim dentro da luta, sobretudo tendo em conta o equilíbrio verificado nas classificativas. Adrien Fourmaux, que chegou a liderar durante a manhã, caiu para sexto depois de enfrentar problemas mecânicos e um furo, perdendo tempo decisivo.
Mais atrás, Takamoto Katsuta ocupa a sétima posição, seguido por Dani Sordo, numa classificação que continua compacta entre os dez primeiros.
Ao longo do dia, houve vários vencedores de especiais. Fourmaux destacou-se na fase inicial, enquanto Ogier ganhou terreno na parte da tarde. Já Thierry Neuville foi o mais rápido na segunda passagem por Mortágua, confirmando a competitividade do piloto belga neste tipo de troços.
O percurso de hoje incluiu dez classificativas, com passagens por Arganil, Lousã, Góis e Mortágua, num conjunto exigente que começou a criar diferenças mais claras, sobretudo nas segundas passagens, quando o piso se apresentou mais degradado.
No final da etapa, apesar de Ogier assumir a liderança, a diferença reduzida para Neuville e o grupo que se segue mantém a competição em aberto. Com mais especiais pela frente, a consistência deverá continuar a ser determinante numa prova que, até agora, tem sido marcada por trocas constantes de posição e margens mínimas entre os principais candidatos.
