O Comando Territorial de Castelo Branco da GNR, através do Posto Territorial de Alcains, constituiu arguido um homem de 42 anos pelo crime de incêndio florestal no passado dia 6 de maio. A intervenção ocorreu após um alerta para um fogo rural no concelho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo as diligências efetuadas, o incêndio teve origem numa queima de sobrantes não autorizada num terreno agrícola. A ação descontrolou-se devido à intensidade do vento, o que provocou diversas projeções e exigiu a intervenção dos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco para a extinção das chamas. Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Castelo Branco.
Este caso integra-se num balanço de 37 suspeitos identificados pela prática de incêndio florestal no distrito de Castelo Branco ao longo deste ano. A GNR indica que a maioria destas ocorrências deriva de comportamentos negligentes no uso do fogo, especialmente a realização de queimas sem as devidas medidas de segurança.
A autoridade recorda que a floresta representa um recurso estratégico nacional e aconselha a que nunca se realizem queimas sem autorização prévia ou em dias de vento forte e temperaturas elevadas.
É ainda sublinhada a importância de garantir a extinção total do fogo antes de abandonar o local e a utilização da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) para denúncias ou esclarecimentos.
Através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a GNR mantém a vigilância sobre comportamentos que possam colocar em risco a segurança coletiva.
