A cidade de Coimbra acolhe, entre os dias 11 e 30 de maio, a artista Mayara Baptista no âmbito das "Residências Contra|o|Tempo", promovidas pela estrutura Linha de Fuga, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Durante este período, a criadora, que se define como "artista ANTIdisciplinar", desenvolve o projeto “Mangue Vermelho” através de um conjunto de atividades públicas de entrada gratuita.
A primeira iniciativa programada ocorre no dia 20 de maio, às 18h00, na Sala J.P Sousa da Cena Lusófona. Sob o título "O que me faz artista?", a sessão consistirá numa conversa sobre o percurso e as temáticas que orientam a prática da artista, contando com a mediação de Catarina Saraiva.
Uma segunda atividade pública está agendada para o dia 29 de maio. A sessão, intitulada “Mangue Vermelho | Uma apresentação informal”, terá lugar na Sala Brincante da Cena Lusófona.
A obra “Mangue Vermelho” fundamenta-se na exploração de memórias ancestrais e da diáspora negra brasileira, estabelecendo uma relação entre o corpo e a terra. Através de uma combinação de som, dança e poesia, a performance utiliza o corpo da artista como um "arquivo vivo" para refletir sobre temas de resistência e pertencimento. O projeto propõe uma abordagem sobre os sinais de rutura e os ciclos de renovação, utilizando o mangue vermelho como símbolo central.
O projeto insere-se num programa de residências que visa proporcionar tempo e espaço para o desenvolvimento de processos criativos, promovendo o contacto direto entre os artistas e a comunidade local.
