Nuno Catorze, diretor do Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, foi eleito o primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A eleição assinala a liderança do primeiro órgão técnico desta nova especialidade, recentemente criada para estruturar a resposta urgente e emergente no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O novo Colégio terá como funções fundamentais a organização da formação médica especializada, a definição de critérios de idoneidade formativa e o estabelecimento de referenciais de qualidade para o exercício clínico.
A estruturação desta especialidade visa reforçar a segurança dos doentes e conferir maior sustentabilidade aos Serviços de Urgência, tanto no contexto hospitalar como pré-hospitalar.
Sob o lema “Medicina de Urgência e Emergência: Consolidar a identidade, liderar o futuro”, a direção pretende consolidar a identidade da área após décadas de trabalho pela sua autonomia.
O programa de ação foca-se na diferenciação técnica em diagnóstico, decisão terapêutica e estabilização clínica, além de procurar melhorar os circuitos assistenciais e reduzir tempos de permanência. A nova especialidade pretende ainda valorizar a carreira médica e integrar a inovação tecnológica como apoio à decisão clínica.
Nuno Catorze é médico intensivista e desenvolve o seu percurso profissional na ULS Médio Tejo há cerca de 18 anos. Durante a pandemia de COVID-19, o clínico assumiu um papel central na organização dos cuidados intensivos e na gestão de doentes críticos na região.
Para a administração da ULS Médio Tejo, esta eleição reflete o reconhecimento do trabalho das equipas locais e a capacidade de inovação a partir de regiões do interior do país.
O presidente do Conselho de Administração da unidade, Casimiro Ramos, sublinhou que a escolha de Nuno Catorze projeta a região no desenvolvimento de uma área estruturante para o futuro do SNS.