O Conselho da União Europeia decidiu prolongar o mandato da Missão de Assistência Militar em Moçambique (EUMAM MOZ) por um período adicional de seis meses, fixando o seu término em 31 de dezembro de 2026, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A extensão fundamenta-se na necessidade de dar continuidade à capacitação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), com especial enfoque na autossuficiência logística e operacional das Forças de Reação Rápida (QRF).
Desde a sua implementação, em setembro de 2024, a missão executou mais de 40 programas de formação, abrangendo um total de 1200 militares moçambicanos. Atualmente, cerca de 300 destes efetivos encontram-se a frequentar programas de regeneração em unidades de Comandos e Fuzileiros.
O âmbito da assistência inclui áreas técnicas como Comando e Controlo, Logística e Manutenção, mas também componentes formativas em Direitos Humanos, Direito Internacional Humanitário e Perspetiva de Género.
A EUMAM MOZ é caracterizada como uma missão não executiva, centrada na mentoria e assistência institucional para assegurar a sustentabilidade do emprego operacional das QRF. O objetivo final desta cooperação é contribuir para a estabilidade e o desenvolvimento da província de Cabo Delgado.
A força é atualmente comandada pelo Comodoro César Pires Correia e integra mais de 80 efetivos, entre militares e civis.
O contingente é composto por representantes de 11 Estados-Membros da União Europeia, Áustria, Bélgica, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Itália, Lituânia, Portugal e Roménia, contando ainda com a participação da Sérvia.