A Baixa de Coimbra acolhe o projeto "Jardins Transversais", uma intervenção artística vencedora da 7.ª edição do ciclo "MIMESIS" e integrada no programa Convergente do Anozero Ágora – Bienal de Coimbra. A obra, com curadoria e idealização de Nelson Ricardo Martins, encontra-se localizada num terreno não edificado no Terreiro da Erva, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Definido como um jardim-instalação, o projeto propõe uma "contra-aceleração" urbana, utilizando a pausa como ato de resistência à lógica produtivista e valorizando o meio ambiente. A proposta inspira-se nas "fendas" arquitetónicas de Gordon Matta-Clark para revelar camadas invisibilizadas do tecido urbano e dar visibilidade a práticas marginalizadas.
De acordo com os objetivos curatoriais, a iniciativa privilegia a participação de artistas em contextos de menor reconhecimento institucional, incluindo imigrantes, pessoas negras, indígenas e a comunidade LGBTQIA+.
A instalação integra diversos componentes artísticos: uma pintura mural de Felipe Barbosa sobre a identidade e a estrutura da casa, um jardim experimental implementado por Samir Bichara e um desenho sonoro com cantos de pássaros da fauna brasileira, concebido por Nelson Ricardo Martins.
O espaço é também palco de uma performance de António Azenha, inspirada na dança "Zaouli" da Costa do Marfim.
O projeto culmina com a ação “Meditação pela paz na Baixa”, uma atividade meditativa guiada por Lisiane Mutti, em parceria com a Fundação Arte de Viver.
Esta componente visa fundir a arte contemporânea com a dimensão espiritual e sensorial, promovendo a consciência coletiva no espaço público da cidade.
