O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) voltou a interpelar o Governo sobre o impacto do aumento do preço dos combustíveis na atividade económica e na vida das famílias, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A organização considera que as medidas implementadas até ao momento, como a redução parcial do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) e a criação de linhas de crédito, são insuficientes para responder aos problemas reais do tecido empresarial. Segundo o CERC, as empresas necessitam de uma redução efetiva de custos e não de um maior endividamento através de linhas de crédito.
O organismo alerta que a subida dos combustíveis tem um impacto transversal, afetando os custos de produção, transporte, logística e prestação de serviços, o que reduz as margens de lucro e a competitividade das empresas.
A estrutura empresarial propõe um conjunto de medidas com impacto direto na economia, incluindo: uma redução mais significativa da carga fiscal sobre os combustíveis; redução temporária do IRC e da tributação autónoma; o reforço da dedutibilidade do IVA de forma transversal e a diminuição dos encargos sobre o trabalho e apoios específicos para os setores mais expostos aos custos energéticos.
O Conselho expressou ainda preocupação com o facto de o Estado continuar a arrecadar receitas elevadas através do IVA sobre os combustíveis.
Para o CERC, a fragilização das empresas compromete a capacidade de investimento, a retenção de talento e a valorização salarial, resultando inevitavelmente numa maior pressão económica sobre as famílias e os territórios.
