O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) emitiu um pré-aviso de greve de 24 horas para o dia 3 de junho, abrangendo o trabalho normal, suplementar e horas extraordinárias, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A estrutura sindical decidiu juntar-se à Greve Geral convocada pela CGTP-IN, apelando à mobilização de todos os trabalhadores da administração local e do setor empresarial, o que deverá afetar diversos serviços municipais.
A contestação foca-se nas mais de 100 alterações previstas no "pacote laboral" proposto pelo Governo, que o sindicato afirma promover a desregulação de horários e a limitação de direitos sindicais e de greve.
Entre as reivindicações específicas do setor, o STAL exige a atualização e o alargamento do Suplemento de Penosidade e Insalubridade, passando a incluir o fator Risco, bem como a regulamentação dos suplementos de Disponibilidade e Piquete.
O caderno reivindicativo inclui ainda a identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido e a reposição integral do direito a indemnização por acidentes de trabalho ou doenças profissionais.
Segundo a organização, estas medidas são necessárias num contexto de agravamento do custo de vida e de baixos salários, contrastando com os lucros recordes registados pelos grandes grupos económicos e pelo setor bancário em 2025.
O sindicato critica também as opções do Orçamento do Estado para 2026, apontando para a redução de IRC concedida às grandes empresas, enquanto defende a necessidade de reforçar o investimento nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado.
A paralisação de 3 de junho pretende, assim, pressionar o executivo a reverter o rumo das atuais políticas laborais e salariais.
