O Município de Idanha-a-Nova e a Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte da Extremadura & Beira Baixa promoveram, no passado dia 20 de maio, uma mobilização transfronteiriça junto à Ponte Internacional de Monfortinho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O encontro reuniu autarcas, instituições e populações de ambos os lados da fronteira para reivindicar aos governos de Lisboa e Madrid a conversão em autoestrada do eixo entre Moraleja (EX-A1) e Castelo Branco (A23).
Os representantes das regiões envolvidas defendem que o início das obras deve ocorrer já em 2026, de forma a assegurar a concretização deste corredor estratégico entre as duas capitais ibéricas até 2029.
Segundo os promotores da iniciativa, a implementação do IC31 com perfil de autoestrada é considerada uma medida fundamental para travar o despovoamento e garantir a coesão territorial.
Durante as intervenções, a presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, sublinhou que a infraestrutura representa uma oportunidade para reposicionar a região e atrair investimento privado e jovens talentos.
O evento contou ainda com as declarações de Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara de Castelo Branco, Júlio César Herrero, presidente da Câmara de Moraleja, e Francisco Martín, porta-voz da ATE.
A estratégia defendida pelo executivo de Idanha-a-Nova para o desenvolvimento do concelho foca-se na criação deste corredor de transporte rápido como gerador de emprego e turismo.
Paralelamente, o município mantém uma posição firme de oposição à instalação de centrais solares de grande escala, por considerar que estas comprometem o equilíbrio ambiental e paisagístico da região.
A mobilização encerrou com uma mensagem de união ibérica em prol da sustentabilidade das populações da Raia.