A Polícia Judiciária (PJ) participou na operação “Saffron”, liderada por França e pelos Países Baixos, com o apoio da Europol e da Eurojust, que determinou o fim do serviço criminoso “First VPN”, promovido em fóruns de cibercrime russófonos, como uma ferramenta "imprescindível" na ocultação de ataques de ransomware (roubo de dados e fraudes financeiras), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Este serviço foi, anos a fio, uma peça fundamental em quase todas as grandes investigações de cibercrime apoiadas pela Europol, e acabou, agora, neutralizado numa ação coordenada entre 16 países, na qual Portugal participou ativamente.
A PJ, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, ajudou a identificar utilizadores que operavam sob falso anonimato e que demonstravam uma ligação a esta rede em solo nacional. A atuação desta Polícia foi determinante na identificação de comunicações criptografadas usadas pelos suspeitos para comunicar com o serviço “First VPN”, de fluxos financeiros e branqueamento de capitais e no rastreio de conexões.
Nesta ação coordenada, realizada nos dias 19 e 20 de maio, além de desmantelado o serviço criminoso, foi detido o administrador da rede (localizado na Ucrânia), foram desmantelados mais de 31 servidores, apreendidos 83 pacotes de inteligência disseminados internacionalmente, partilhada informação detalhada de 506 utilizadores e iniciadas 21 investigações apoiadas pela Europol.
Os utilizadores do serviço foram, igualmente, notificados de que a infraestrutura VPN tinha sido desmantelada e de que tinham sido identificados pelas autoridades como clientes do fornecedor.
