O Município da Covilhã aprovou, em reunião pública do executivo realizada na passada sexta-feira, a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O documento, classificado como um plano de "nova geração", define as diretrizes para a construção, preservação e investimento no território, seguindo agora para um período de discussão pública.
A proposta estrutura-se em cinco eixos estratégicos: reabilitação urbana, desenvolvimento económico, sustentabilidade ambiental, mobilidade sustentável e qualidade de vida.
Segundo o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, o projeto resulta da compatibilização de normas legais com a pronúncia de 37 entidades.
No que diz respeito ao ordenamento, o novo PDM prevê um aumento de 1.343 hectares de solo urbano, com o objetivo de consolidar os perímetros urbanos e responder às necessidades de crescimento em 23 das 25 freguesias do concelho. Nas restantes duas freguesias, o foco será a consolidação da malha urbana existente.
O plano contempla ainda o reforço das áreas de atividade económica, com um alargamento de 257 hectares de solo industrial.
Paralelamente, está previsto o incremento das áreas protegidas, com um aumento de 1.314 hectares na Reserva Ecológica Nacional e de 1.095 hectares na Reserva Agrícola Nacional.
Após a publicação do aviso em Diário da República, terá início um período de consulta pública de 45 dias úteis, superior ao prazo legal obrigatório de 30 dias.
O calendário de participação inclui uma Assembleia Municipal dedicada ao tema no dia 29 de maio, uma apresentação pública na Covilhã a 2 de junho, além de sessões descentralizadas em diversas freguesias.