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Autarcas e especialistas debatem estratégias contra o declínio demográfico

Redação Central Press/
25/05/2026, 14h59
/
2 min
Seminário "Demografia e Economia nos Territórios e na
Baixa Densidade" @CM Castelo Branco
Seminário "Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade" @CM Castelo Branco

O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, defendeu esta sexta-feira, 22 de maio, que a baixa densidade populacional deve ser encarada como um desafio e uma oportunidade de transformação, rejeitando a ideia de um declínio inevitável para estes territórios, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A intervenção ocorreu na sessão de abertura do seminário “Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade”, que decorreu no Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

Durante o evento, o autarca sublinhou a importância das infraestruturas locais existentes, como o Aeródromo Municipal e a linha férrea eletrificada, mas reforçou a necessidade de um maior investimento público por parte do Estado.

Rodrigues apontou como prioridade estratégica a construção do IC31, via destinada a ligar a autoestrada à fronteira espanhola com destino a Madrid.

Destacou ainda o dinamismo das empresas exportadoras locais, a inovação do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a importância da Unidade Local de Saúde na salvaguarda dos cuidados hospitalares.

João Lobo, presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), defendeu que o combate à perda demográfica exige uma articulação supramunicipal e em rede. Lobo referiu um estudo recente do IPCB que demonstra um aumento na fixação de pessoas nos oito municípios da CIMBB, com crescimentos superiores a dois dígitos em alguns casos.

Paralelamente, José António Cortez, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), salientou a responsabilidade das cidades em alavancar os territórios envolventes.

O encerramento da sessão de abertura coube a José Ribau Esteves, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que apelou à rejeição de terminologias negativas sobre a Região Centro.

Ribau Esteves defendeu uma comunicação focada na valorização do território e sublinhou que a economia deve funcionar como motor de sustentabilidade, tendo sempre o ser humano como pilar central para garantir a competitividade do Interior.

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