A Câmara Municipal de Águeda apresenta, a partir da próxima sexta-feira, dia 29 de maio, a estreia nacional da exposição imersiva “A Última Floresta”, que estará patente ao público no Largo Dr. António Breda (em frente à Escola Secundária Marques de Castilho) até 7 de junho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Esta instalação artística e educativa convida a comunidade a refletir sobre os impactos dos incêndios florestais, a importância da gestão sustentável da floresta e a urgência da sua preservação.
Edson Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, sublinha que “esta iniciativa cruza cultura e sustentabilidade, e pode ser encarada como uma ferramenta de sensibilização e transformação social. Acreditamos que experiências imersivas como esta têm um impacto mais profundo na forma como as pessoas percecionam os desafios ambientais e o seu papel na proteção do ambiente como um todo e da floresta em particular”.
Integrada na estratégia municipal de ambiente e sustentabilidade desenvolvida pelo Município, esta exposição propõe uma experiência sensorial inovadora que cruza arte, tecnologia e consciencialização ambiental.
Esta iniciativa inclui visitas guiadas e conta com o envolvimento da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda, das Unidades Locais de Proteção Civil do concelho e da Cruz Vermelha, entre outras entidades locais, reforçando a dimensão pedagógica e comunitária do projeto.
A instalação apresenta 55 árvores reais destruídas por incêndios (eucaliptos, pinheiros, carvalhos e castanheiros) num percurso de entrada gratuita e de livre circulação. Mais do que observar, os visitantes são convidados a sentir uma atmosfera de imersão total, isto porque nas bases de cada espécie estão disponíveis QR codes que dão “voz” às árvores, que contam a sua história.
A experiência integra ainda elementos sensoriais como som, calor, vento e aromas, proporcionando aos visitantes uma vivência envolvente e educativa.
A exposição é adequada para visitas escolares e institucionais, podendo ser integrada em projetos educativos, campanhas de prevenção e programações ambientais.
De reiterar que esta ação enquadra-se na aposta contínua do Município de Águeda na sustentabilidade ambiental, valorização do território e promoção de boas práticas de gestão florestal, um trabalho reconhecido por diversas distinções nacionais e internacionais, incluindo o título European Green Leaf – Águeda Cidade Verde Europeia 2026.
No final do percurso expositivo, os “olhares” voltam-se para uma árvore “viva”, uma oliveira, que evoca a esperança e a capacidade de resiliência. Aqui os visitantes são convidados a se envolverem num projeto de reflorestação que será desenvolvido a partir de outubro, deixando, para tal, os seus meios de contacto.
Estas iniciativas de “plantação de bosques”, com espécies autóctones, será feita de forma simbólica e intencional, reforçando a regeneração e o compromisso de todos com a preservação da floresta, da biodiversidade e do meio ambiente.
A inauguração desta exposição está marcada para as 16h00. A entrada é gratuita e o espaço contará com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
