O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) anunciou, durante as comemorações do seu 46.º aniversário e do “Dia do IPG 2026”, a acreditação do seu terceiro doutoramento no espaço de poucos meses, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O novo ciclo de estudos, dedicado ao tema “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira”, será ministrado através de um consórcio internacional que envolve as universidades espanholas de Navarra, Saragoça, Lleida e La Rioja.
Este programa interdisciplinar e internacional, desenvolvido no âmbito da Aliança Europeia UNITA, junta-se aos doutoramentos em “Ciências Biomédicas e Biotecnológicas” e em “Ciências do Desporto”, acreditados recentemente pela A3ES.
Segundo o presidente do IPG, Joaquim Brigas, a instituição cumpre atualmente os requisitos necessários para a ascensão ao estatuto de universidade, ao abrigo do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).
A cerimónia contou também com intervenções críticas relativamente à coesão territorial. Carlos Martins, presidente do Conselho Geral do IPG, alertou para os riscos do aumento indiferenciado de vagas no litoral, defendendo que esta política penaliza o interior e reforça a concentração nas áreas metropolitanas.
No plano académico, o representante da Associação Académica da Guarda, Diogo Fernandes, embora tenha sublinhado o crescimento da oferta formativa, centrou o seu discurso em reivindicações sociais.
O dirigente apelou ao aumento do número de residências estudantis, à requalificação das infraestruturas da associação e à luta por uma igualdade no valor das bolsas de ação social, de forma a que os estudantes do interior não sejam discriminados face aos dos grandes centros urbanos.
