A Câmara Municipal de Coimbra formalizou, no passado dia 27 de maio, os protocolos do Fundo Municipal de Emergência Social (FMES) para o ano de 2026, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O montante global disponível para o próximo exercício ultrapassa os 522 mil euros, destinado ao apoio de agregados familiares em situação de vulnerabilidade socioeconómica no concelho.
O orçamento final resulta de uma dotação municipal direta de 255 mil euros, aprovada em abril, à qual se adiciona um saldo transitado de 2025 no valor de cerca de 267 mil euros.
De acordo com o planeamento municipal, uma primeira tranche de 127.500 euros será transferida de imediato para as entidades gestoras, ficando o restante financiamento condicionado à apresentação de relatórios de execução.
A distribuição dos recursos pelas 18 Comissões Sociais de Freguesia obedece a critérios de dimensão territorial, densidade populacional e historial de situações de carência identificadas. A operacionalização do fundo é assegurada por 17 entidades sem fins lucrativos, entre as quais a Cáritas Diocesana de Coimbra, que assume a gestão em duas freguesias específicas.
O FMES visa garantir respostas rápidas para despesas essenciais, incidindo prioritariamente sobre as áreas da alimentação, saúde, habitação e encargos com serviços básicos como água e energia.
No decorrer da mesma sessão, o Município oficializou outros compromissos financeiros e logísticos com instituições locais:
- Apoio à Infância: 3.418,43 euros para o projeto “Aprender a Brincar” em Trouxemil;
- Combate à Fome: 4.560 euros para custos de funcionamento do Banco Alimentar Contra a Fome de Coimbra;
- Apoio a Migrantes: 27 mil euros para o funcionamento do CLAIM Coimbra, através do Centro de Acolhimento João Paulo II;
- Apoio a Sem-Abrigo: Cedência de instalações municipais no Beco das Canivetas à Delegação de Coimbra do CASA