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PJ deteve suspeito de lançar campanhas solidárias fraudulentas

Redação Central Press/
29/05/2026, 15h16
/
2 min
Policia Judiciaria @DR
Policia Judiciaria @DR

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve um homem fortemente indiciado pela prática dos crimes de burla qualificada e falsidade informática, numa operação policial designada de “Sombra Solidária”, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

A investigação teve início na sequência de uma denúncia relacionada com a criação de campanhas fraudulentas de angariação de fundos, alegadamente destinadas a apoiar um menor portador de doença rara e altamente incapacitante.

No decurso das diligências entretanto desenvolvidas, foi possível apurar que o suspeito terá criado e utilizado múltiplos sites, páginas em redes sociais e plataformas digitais fraudulentas, recorrendo, ainda, a conteúdos produzidos com recurso a inteligência artificial, com o propósito de induzir terceiros em erro e levá-los a efetuar donativos que seriam desviados para entidades sob o seu controlo.

Os factos investigados assumem particular gravidade e suscitaram elevado alarme social, uma vez que a atividade criminosa incidia sobre campanhas solidárias destinadas ao apoio de uma criança gravemente doente, explorando a vulnerabilidade emocional dos doadores e desviando verbas destinadas a fins humanitários.

A investigação permitiu, ainda, recolher fortes indícios da utilização de múltiplas contas bancárias, plataformas de pagamento e entidades intermediárias, visando dificultar a rastreabilidade financeira dos montantes obtidos ilicitamente.

No cumprimento do mandado emitido pela competente autoridade judiciária, foram realizadas diversas buscas e pesquisas informáticas, tendo sido apreendidos equipamentos de hardware, dispositivos móveis e outros elementos de prova, relevantes para a investigação.

O detido, com 36 anos, será presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação das medidas de coação.

A investigação prossegue em estreita articulação com o Ministério Público de Amares, visando apurar a total dimensão da atividade criminosa, a identificação de eventuais comparticipantes e o rastreio integral dos valores desviados.

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