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Leiria reforça dispositivo de combate a incêndios rurais com 477 operacionais

Redação Central Press/
01/06/2026, 11h13
/
2 min
Apresentação do DECIR @CM Marinha Grande
Apresentação do DECIR @CM Marinha Grande

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para a sub-região de Leiria foi apresentado no passado dia 29 de maio, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

O plano, que integra os 10 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), mobiliza um total de 477 operacionais, 77 veículos, quatro meios aéreos e 13 torres de vigia.

A estrutura operacional conta com a participação de diversos agentes de proteção civil. O contingente inclui 310 bombeiros (voluntários e sapadores) apoiados por 67 veículos, 90 sapadores florestais do ICNF com 18 veículos e 52 operacionais da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) para o ataque inicial.

A GNR assegura a sua presença com 14 elementos, 30 veículos e 17 postos de vigia.

O planeamento deste ano reflete um cenário de risco agravado devido aos efeitos das recentes tempestades, com particular destaque para a tempestade Kristin, que alterou significativamente a paisagem florestal da região.

Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Leiria, Carlos Guerra, a realidade do território encontra-se "profundamente alterada", com milhares de hectares afetados, o que exige um reforço da vigilância e uma política de "tolerância zero" a comportamentos de risco.

Durante a apresentação, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, sublinhou que os recursos humanos são o elemento central do dispositivo, sendo prioritário garantir as condições de segurança dos operacionais.

Por sua vez, o presidente da CIMRL, Jorge Vala, e o presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, destacaram a importância da articulação intermunicipal e da prevenção como pilares para uma resposta eficaz perante o novo contexto territorial.

O DECIR mantém-se em vigor durante todo o ano, mas entra hoje, 1 de junho, na sua fase mais crítica, denominada Fase Charlie, que se prolonga até ao dia 30 de setembro.

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