A adesão à greve geral de enfermeiros, marcada para o dia 3 de junho, deverá ser "massiva" em instituições de saúde públicas e privadas de todo o país, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A paralisação surge em resposta ao pacote laboral e à proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo Ministério da Saúde, documentos que a classe considera representar um retrocesso nos seus direitos.
Entre os pontos de maior discórdia encontra-se a implementação do Banco de Horas individual e a possibilidade da sua aplicação direta aos profissionais.
Os enfermeiros contestam ainda a proposta que prevê que os 30 minutos dedicados à passagem de turno deixem de ser contabilizados como tempo efetivo de trabalho, além de apontarem perdas em direitos relativos à parentalidade.
O descontentamento no setor é agravado por questões pendentes, como o atraso no pagamento de retroativos, uma situação que, segundo os profissionais, tem sido sucessivamente adiada pela tutela.
Face à insistência do Ministério nestas medidas de adaptabilidade e gestão de horários, diversos enfermeiros manifestaram a intenção de abandonar a profissão ou de optar pela emigração.
