A jornada de luta nacional convocada pela CGTP-IN registou, no seu início, uma forte adesão no setor da Administração Local, com especial incidência nos serviços de recolha de lixo e higiene urbana, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo dados avançados pelo STAL, registou-se uma paralisação de 100% em dez municípios, designadamente Almada, Amadora, Aveiro, Coimbra, Évora, Loures, Moita, Palmela, Seixal e Setúbal. Nos concelhos de Lisboa, Porto, Alcochete, Funchal, Guimarães e Vila Franca de Xira, a adesão à greve situou-se entre os 65% e os 85%, afetando significativamente os serviços operacionais. Em Bragança, os transportes coletivos municipais registaram uma paragem total.
No âmbito do piquete de greve nos SMAS de Sintra, o sindicato reportou e condenou a presença da GNR, interpretando a medida como uma tentativa de condicionar o exercício do direito à greve.
As motivações desta paralisação prendem-se com o descontentamento face ao agravamento das condições de vida e de trabalho, bem como com a oposição ao novo "pacote laboral" proposto pelo Governo.
Os trabalhadores contestam a perda de poder de compra perante o aumento dos preços de bens essenciais e defendem que a legislação laboral deve ser revista para garantir direitos em vez de aprofundar a exploração. Este pacote legislativo já tinha sido alvo de contestação anterior, incluindo um abaixo-assinado com mais de 190 mil assinaturas.
O caderno reivindicativo dos trabalhadores da Administração Local inclui exigências específicas como o aumento intercalar de todos os salários e a fixação do salário mínimo no setor em 1050 euros, acompanhado de um subsídio de refeição de 12 euros.
A estrutura sindical reclama ainda a revogação do SIADAP, a atualização dos suplementos de penosidade, insalubridade e risco, e a regulamentação das profissões de desgaste rápido.
O objetivo central da jornada de luta é a valorização das funções públicas e a reposição de direitos consagrados na Constituiçãov.
