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Greve Geral paralisa serviços em Portugal. Coimbra regista adesão próxima dos 80%

Carolina Barata/
03/06/2026, 13h06
/
8 min
Greve Geral de 3 de junho @Carolina Barata Central Press
Greve Geral de 3 de junho @Carolina Barata Central Press

A greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) provocou esta quarta-feira, dia 3 de junho, fortes perturbações em vários setores de atividade em Portugal, afetando transportes, saúde, educação, administração pública e serviços municipais. A paralisação foi convocada em protesto contra a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo. A Central Press acompanhou esta manhã a mobilização em Coimbra, na Praça 8 de maio. 

Segundo a União de Sindicatos de Coimbra (USC), a adesão à greve no distrito rondou os 80%, com especial impacto nos setores dos transportes, saúde, educação e serviços municipais. O balanço foi divulgado durante a concentração realizada na Praça 8 de Maio, em Coimbra.

Nos transportes, os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) haviam alertado previamente para possíveis constrangimentos e alterações na circulação das carreiras durante o dia de greve. Também a circulação ferroviária registou perturbações em consequência da adesão dos trabalhadores do setor.

A recolha de resíduos urbanos foi igualmente afetada. Trabalhadores ligados aos serviços de higiene urbana e recolha de resíduos aderiram à paralisação, provocando interrupções em diversos concelhos da região Centro.

A mobilização estendeu-se aos restantes distritos da Região Centro. Em Aveiro, Viseu, Leiria, Castelo Branco, Covilhã e Guarda realizaram-se concentrações e manifestações integradas na jornada nacional de luta promovida pela CGTP. Na Marinha Grande, um dos principais polos industriais do país, a participação de trabalhadores da indústria marcou uma das maiores ações realizadas na região.

A nível nacional, a greve afetou ainda hospitais, centros de saúde, estabelecimentos de ensino e vários serviços da administração pública. Em diversos setores foram assegurados apenas os serviços mínimos legalmente previstos.

A CGTP considera que as alterações à legislação laboral poderão reduzir direitos dos trabalhadores e enfraquecer a contratação coletiva. Por sua vez, o Governo defende que as medidas propostas procuram modernizar o mercado de trabalho e reforçar a competitividade económica.

Apesar de ainda não terem sido divulgados balanços finais para todos os distritos da Região Centro, Coimbra surge, para já, como uma das regiões onde a adesão à greve foi mais expressiva, com os sindicatos a apontarem para uma participação próxima dos 80%.

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